Direitos Reservados - LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998, Citar fontes
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Biografia: Lev Semenovich Vygotsky
Essa semana sera destinada a Lev Semenovich Vygotsky
Lev Semenovich Vygotsky nasceu a 17 de novembro de 1896 em Orsha, uma pequena cidade localizada na Bielo-Rússia. Era de uma família judaica financeiramente estável e culta. Seu pai trabalhava em um banco e numa companhia de seguros, enquanto sua mãe, uma professora formada, se dedicou mais à educação dos filhos.
Vygotsky viveu durante um longo período em Gomel, também na Bielo-Rússia, juntamente com sua família. Foi educado em casa, até os 15 anos, por tutores particulares e desde cedo manifestou uma grande capacidade intelectual e autodidatismo, mostrando-se interessado pelos mais diversos assuntos, desde literatura até artes em geral. Também se interessou pelo aprendizado de diferentes línguas, o que lhe permitiu que entrasse em contato com materiais de diferentes procedências.
Aos 17 anos completou o curso secundário, num colégio privado em Gomel, sendo congratulado pelo seu excelente desempenho. De 1914 a 1917 estudou Direito e Literatura, na Universidade de Moscou. Vale destacar que o trabalho que ele apresentou ao final deste curso, deu origem a um dos livros de sua autoria e intitulado "Psicologia da Arte", que só foi publicado na Rússia em 1965.
Vygotsky começou sua carreira aos 21 anos, após a Revolução Russa de 1917. Em Gomel, no período de 1917 a 1923, além de escrever críticas literárias, lecionou e proferiu palestras sobre temas ligados a literatura, ciência e psicologia em várias instituições. Nessa época começou a se interessar também pela pedagogia, e em 1922 publicou um estudo sobre os métodos de ensino da literatura nas escolas secundárias. Fundou nessa cidade uma editora, uma revista literária e um laboratório de psicologia no Instituto de Treinamento de Professores, local onde ministrava cursos de psicologia.
O interesse de Vygotsky pela psicologia acadêmica começou a partir de seu trabalho com a formação de professores, onde entrou em contato com crianças portadoras de deficiências físicas e mentais, o que se tornou uma motivação para que ele pesquisasse alternativas que pudessem auxiliar o desenvolvimento dessas crianças, que foi uma excelente oportunidade para que ele viesse a compreender os processos mentais humanos, assunto que viria a ser o centro de seu projeto de pesquisa.
Em 1924, aos 28 anos, Casou-se com Roza Smekhova, com quem teve duas filhas. Neste mesmo ano, em função de sua participação brilhante no II Congresso de Psicologia em Leningrado, foi convidado a trabalhar no Instituto de Psicologia de Moscou, quando escreveu o trabalho: Problemas da Educação de Crianças cegas, surdas-mudas e retardadas, que apresentava algumas de suas reflexões sobre o assunto.
Entre 1927 e 1928, a "troika" associou-se e transferiu-se para o laboratório de psicologia do Instituto de Educação Comunista, ao qual se associou. Foi nesse mesmo período que Vygotsky começou a criar o Instituto de Estudos da Deficiência, com o objetivo de estudar o desenvolvimento de crianças anormais.
Neste período Vygotsky escreveu alguns importantes trabalhos dentre eles: A pedologia de crianças em idade escolar (1928); Estudos sobre a história do comportamento (escrito juntamente com Luria) (1930); O instrumento e o símbolo no desenvolvimento das funções psicológicas superiores (1931); Lições de psicologia (1932); Fundamentos da Pedologia (1934); Pensamento e Linguagem (1934); Desenvolvimento mental da cirança durante a educação (1935) e A criança retardada (1935).
O que vale destacar na obra de Vygotsky foram suas pesquisas sobre os processos de transformação do desenvolvimento humano na sua dimensão filogenética, histórico-social e ontogenética. Deteve-se no estudo dos mecanismos psicológicos mais sofisticados (as chamadas funções psicológicas superiores), típicos da espécie humana: o controle consciente do comportamento, atenção e lembrança voluntária, memorização ativa, pensamento abstrato, raciocínio dedutivo, capacidade de planejamento, etc.
Seguindo as premissas do método dialético, procurou identificar as mudanças qualitativas do comportamento que ocorrem ao longo do desenvolvimento humano e sua relação com o contexto social. Coerente com este propósito, Vygotsky fez, no final da década de 20 e no início da década seguinte, relevantes reflexões sobre a questão da educação e de seu papel no desenvolvimento humano.
A obra de Vygotsky tem uma grande importância na medida em que ele foi o primeiro psicólogo moderno a sugerir os mecanismos pelos quais a cultura torna-se parte da natureza de cada pessoa. Ou seja, segundo ele, a complexidade da estrutura humana, deriva do processo de desenvolvimento profundamente enraizado nas relações entre história individual e social.
Trabalhou com talentosos pesquisadores, dentre eles: Alexander Romanovich Luria e Alexei Nikolaievich Leontiev, principais colaboradores de Vygotsky e que o acompanharam até sua morte.
O pensamento marxista também foi para ele uma fonte científica valiosa. Pode-se identificar os pressupostos filosóficos, epistemológicos e metodológicos de sua obra na teoria dialético-materialista. As concepções de Marx e Engels sobre a sociedade, o trabalho humano, o uso dos instrumentos, e a interação dialética entre o homem e a natureza serviram como fundamento principal às suas teses sobre o desenvolvimento humano profundamente enraizado na sociedade e na cultura.
Foram seus contemporâneos os teóricos comportamentalistas, defensores da associação entre estímulos e respostas, dentre os quais pode-se destacar: Ivan Pavlov e John B. Watson, que serviram como uma base para a contraposição do pensamento de Vygotsky.
Ele também foi contemporâneo do epistemólogo suíço Jean Piaget e reconheceu a riqueza do método clínico adotado por Piaget, no estudo do processo cognitivo individual, e a semelhança de interesse no estudo da gênese dos processos psicológicos, apesar de apontar suas divergências principalmente em relação à interpretação da relação entre pensamento e linguagem.
A partir de 1932, a obra de Vygostky começou a receber severas críticas, na Rússia, sendo consideradas "idealistas" pelas autoridades soviéticas. As idéias de Pavlov na época eram mais valorizadas porque os marxistas apoiavam a abordagem pavloviana de que os seres humanos devem ser considerados apenas em função de suas reações ao ambiente exterior.
Vygotsky contestava essa posição, uma vez que para ele os seres humanos não deveriam ser considerados dessa forma, mas também deveria se considerar a maneira pela qual eles criam seu ambiente, o que por sua vez dá origem a novas formas de consciência.
Vygotsky morreu em Moscou em 11 de junho de 1934, vítima de tuberculose, doença contra a qual lutou durante 14 anos. Após sua morte teve a publicação de suas obras proibida na União Soviética, no período de 1936 a 1956, devido à censura do totalitário regime stalinista e foi ignorado pela cultura ocidental durante um longo período. Em 1962, foi lançada a primeira edição do livro Pensamento e linguagem nos Estados Unidos e no Brasil, o primeiro contato com uma de suas obras, A formação social da mente, só se deu em 1984.
Apesar do conhecimento tardio e incompleto de sua obra, Vygotsky é considerado atualmente um dos mais importantes psicólogos do século XX. É significativa a influência e repercussão que sua obra vem provocando na psicologia e educação, não só no Brasil bem como em outros países ocidentais.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Novidades...
A partir da próxima semana, o blog fará semanas especiais com os grandes pensadores da psicologia. Funcionará da seguinte maneira:
A partir da próxima semana, o blog irá explorar a vida dos grandes influentes da psicologia. Serão apresentado: biografia, grandes obras, filmes e materiais para Download do pensador daquela semana, além claro, das outras informações pertinentes ao mundo dos psicólogos.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Bom Carnaval a todos!!
O Carnaval toma conta da maioria dos brasileiros. Como suas origens, o Carnaval é sem dúvida a festa da carne, onde tudo se é permitido. No qual o desejo pelo Gozo coletivo é a sua necessidade. É nesse desejo de gozo a qualquer custo, alicerçado pela "pressão" social que o evento tem, muitos se envolvem nos cinco dias de festa com um número desenfreado de parceiros e parceiras sexuais. E sabe-se que o resultado positivo para o HIV está relacionado, principalmente, ao número de parcerias (quanto mais parceiros, maior a vulnerabilidade), à coinfecção com outras doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, antes de "gozar" procure se proteger... e assim aproveitar ainda mais...
VIVA O AMOR COLETIVO, VIVA O MUNDO NOVO, VIVA A ALEGRIA,VIVA O AXÉ!!!
VIVA O AMOR COLETIVO, VIVA O MUNDO NOVO, VIVA A ALEGRIA,VIVA O AXÉ!!!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Silas Malafaia no programa da Marília Gabriela
Para quem ainda não assistiu essa entrevista que causou polêmica, segue ai na integra!
CFP se posiciona contrariamente às declarações do pastor Silas Malafaia
Líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo foi entrevistado durante programa exibido pelo SBT no último domingo.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) manifesta publicamente seu repúdio às declarações do líder da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, feitas no último domingo (3/2), durante um programa de entrevistas exibido pelo SBT. Em sua participação, o pastor evangélico agrediu a perspectiva dos Direitos Humanos a uma cultura de paz e de uma sociedade que contemple a diversidade e o respeito à livre orientação – objetos da atuação da Psicologia, que se pauta na defesa da subjetividade das identidades.
As declarações de Malafaia, que é graduado em Psicologia, afrontam a construção das lutas da categoria ao longo dos anos pela defesa da diversidade. É lamentável que exista um profissional que defenda uma posição de retrocesso que chega a ser quase inquisitório, colocando como vertentes do seu pensamento a exclusão e o preconceito na leitura dos Direitos Humanos.
Ao alegar que a homossexualidade é uma questão de comportamento, o pastor se mostra contrário às bandeiras levantadas pela Psicologia, especialmente no que tange a Resolução CFP nº 001/99, estabelece normas de conduta profissional para o psicólogo na abordagem da orientação sexual, visando garantir um posicionamento de acordo com os preceitos éticos da profissão e a fiel observância à promoção dos direitos humanos. Considera que a homossexualidade não constitui doença, desvio ou perversão, posto que diferentes modos de exercício da sexualidade fazem parte das possibilidades de existência humana.
O dispositivo busca contribuir para o desaparecimento das discriminações em torno de práticas homoeróticas e proíbe as psicólogas (os) de proporem qualquer tratamento ou ação a favor de uma ‘cura’, ou seja, práticas de patologização da homossexualidade. Infelizmente, nada disso soa em consonância com o discurso de Silas Malafaia.
A Resolução declara, ainda, que é um princípio da (o) psicóloga (o) o respeito à livre orientação sexual dos indivíduos e o apoio à elaboração de formas de enfrentamento no lidar com as realidades sociais de maneira integrada. É dever do profissional de Psicologia fornecer subsídios que levem à felicidade e o bem-estar das pessoas considerando sua orientação sexual.
Esse tipo de manifestação da homofobia na sociedade brasileira contribui para a violação dos direitos humanos de parcela significativa da população. Vale lembrar que esses tipos de casos resultaram, no ano de 2011, em 278 assassinatos motivados por orientação sexual, de acordo com o Disque Direitos Humanos (Disque 100).
Dessa forma, podemos entender que a construção sócio-histórica da figura do homossexual como anormal que precisa ser corrigido e, por vezes, exterminado para a manutenção dos valores e do bem estar social, ainda se faz presente em nossa sociedade. Entretanto, a violência destinada a sujeitos que têm suas sexualidades consideradas como ‘desviantes’ não se resume a agressões e assassinatos. De fato, tais manifestações só se tornam possíveis a partir de uma rede de discursos que os colocam como inferiores, vítimas de sua própria existência. Esses discursos e práticas são, então, ações de extermínios de subjetividades indesejadas.
Com base nessa realidade, é também uma tarefa da Psicologia contribuir para o enfrentamento da homofobia e suas repercussões sociais. A importância dessa ação é tanta, que em novembro de 2012 o CFP assinou um termo de cooperação com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) para tratar do tema por meio de Comitês de Enfrentamento à Homofobia e da Campanha Faça do Brasil um Território Livre da Homofobia.
A atitude desrespeitosa de Malafaia com homossexuais ressalta um tipo de comportamento preconceituoso que não se insere, em hipótese alguma, no tipo de sociedade que a Psicologia vem trabalhando para construir com outros atores sociais igualmente sensíveis e defensores dos Direitos Humanos. O Brasil só será um país democrático, de fato, se incorporar valores e práticas para uma cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. Exatamente o oposto do que prega o referido pastor.
Fonte: http://site.cfp.org.br/cfp-se-posiciona-contrariamente-declaracoes-do-pastor-silas-malafaia/
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