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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Documentário: Pro dia nascer Feliz

Aos amantes da Psicologia Escolar e Social, segue um documentário que visa apresentar a situação de algumas escolas a partir da visão dos estudantes das mesmas. 
Definido pelo próprio diretor como "um diário de observação da vida do adolescente no Brasil em seis escolas", Pro Dia Nascer Feliz flagra o dia-a-dia e adentra a subjetividade de alunas e professores de Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. As entrevistas são intercaladas com sequências de observação do ambiente das escolas - meio, por sinal, bem pouco frequentado pelo documentário. Sem exercer interferência direta, a câmera flagra salas de aula, esquadrinha corredores, pátios e banheiros, testemunha uma reunião de conselho de classe (onde os professores decidem o destino curricular dos alunos "difíceis") e momentos de relativa intimidade pessoal.
O documentário ainda, possibilita uma análise psicológica institucionalizada a partir das falas dos alunos e professores.
A todos um bom filme!!!!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vídeo: Café Filosófico - Nietzsche

Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha numa cidade conhecida por Röcken. A sua família era luterana e o seu destino era ser pastor como seu pai. Nietzsche perde a fé durante a adolescência, e os estudos de filologia combatem com o que aprendeu sobre teológia: Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a sua vocação filosófica cresce. Foi um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia.

Durante dez anos desenvolveu a sua filosófia em contacto com pensamento grego antigo. Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar de ser professor. Sua voz ficou inaudível. Começou uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Gênova, Turim, Nice, Sils-Maria...) :

Em 1882, começa a escrever o Assim Falou Zaratustra. Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma "crise de loucura" que, durou até à sua morte, coloca-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. 

Estudos recentes atribuem a sua morte um cancro do cérebro, que eventualmente pode ter origem sifilítica. Sua irmã falseou seus escritos após a sua morte para apoiar uma causa anti-semita. Falácia, tendo em vista a repulsa de Nietzsche ao anti-semitismo em seus escritos.

O sucesso de Nietzsche, entretanto, sobreveio quando um professor dinamarquês leu a sua obra Assim Falou Zaratustra e, por conseguinte, tratou de difundi-la, em 1888. Muitos estudiosos da época tentaram localizar os momentos que Nietzsche escrevia sob crises nervosas ou sob efeito de drogas (Nietzsche estudou biologia e tentava descobrir sua própria maneira de minimizar os efeitos da sua doença).

A baixo o vídeo sobre esse gênio da Filosofia, confira, vale muito a pena!!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Demências: Brasileiros desvendam elo entre Alzheimer e depressão




Cientistas brasileiros descobriram o mecanismo responsável pela associação entre a doença de Alzheimer e a depressão. Na prática clínica, observa-se que uma das manifestações psiquiátricas mais comuns do paciente com Alzheimer são transtornos depressivos, que também atuam como fatores de risco importantes para a doença degenerativa. O que não se conhecia até agora era o mecanismo molecular exato por trás dessa relação.
O estudo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) concluiu que neurotoxinas chamadas oligômeros de abeta, presentes em maior quantidade no cérebro dos pacientes com Alzheimer, são capazes de levar a sintomas de depressão em camundongos. O tratamento desses roedores com antidepressivo reverteu o quadro depressivo e melhorou a memória.
A descoberta, que abre a possibilidade de investigar mais a fundo a eficácia da indicação de antidepressivos em fases iniciais do Alzheimer, foi publicada na revista Molecular Psychiatry, do mesmo grupo que publica a Nature.

Os oligômeros, estruturas que se agregam formando bolinhas, atacam as conexões entre os neurônios, impedindo o processamento de informações. Como são solúveis no líquido que banha o cérebro, eles se difundem, atacando o órgão em várias regiões. Pesquisas anteriores demonstraram que os oligômeros são os principais responsáveis pela perda de memória nas fases iniciais da doença.
Para testar a hipótese de que eles também provocam depressão, os cientistas aplicaram a toxina nos cérebros de camundongos. Após 24 horas, os animais foram submetidos a testes que identificaram comportamentos depressivos. Mediante o tratamento com fluoxetina, o quadro foi revertido.
"Uma boa surpresa do estudo foi que a fluoxetina também teve efeitos positivos na memória", diz um dos líderes do estudo, o pesquisador Sergio Ferreira, do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ.
Segundo o neurologista Ivan Okamoto, membro da Academia Brasileira de Neurologia, quem não tem histórico de depressão e desenvolve um quadro depressivo com idade mais avançada tem de três a quatro vezes mais risco de desenvolver Alzheimer.
Agora, de acordo com Ferreira, o desafio é entender por que os oligômeros levam também à depressão. "Observamos que eles induzem uma reação inflamatória no cérebro dos animais. É possível que essa reação esteja levando à depressão, mas os dados ainda não permitem garantir isso."
Para o neurologista Arthur Oscar Schelp, da Unesp (Universidade Estadual Paulista), é difícil reproduzir o Alzheimer em modelos animais, por isso a transposição do que se descobre nos roedores para os seres humanos ainda é difícil. Ele observa que a depressão predispõe ao surgimento de muitas doenças. 


Adalberto Tripicchio PhD
http://www.redepsi.com.br/portal/modules/news/article.php?storyid=6278

Freud além da alma

Todo bom curso de psicologia, passa para seus alunos esse filme. Um filme antigo, mas que apresenta bastante como Freud começou a fazer "psicanálise". Bom Filme!


domingo, 6 de janeiro de 2013

O grande Dilema: Transexualidade X DSM-V



As reformas propostas pelo novo DSM-V, vem causando muitas discussões. Várias patologias foram retiradas, acrescentadas ou mesmo modificadas e recategorizadas, como apresentado no post anterior. Um assunto polêmico, mas que precisa ser apresentado a todos os profissionais de saúde.
A transexualidade sempre foi um tema que bate de frente com tabus sociais. Ser um transexual no mundo atual, ainda é ser cercado por estigmas e destinos traçados por uma sociedade de consumo e arraigada a valores primitivos e sem nexo com a realidade vigente.

Atualmente, o DSM-IV entende a transexualidade como: 

Perturbação da Identidade de Gênero

A. Uma persistente e forte identificação de gênero cruzado (não um mero desejo de 
pertencer ao outro sexo por qualquer vantagem cultural).
B. Desconforto persistente com o seu sexo ou sensação de ser inapropriado no papel de 
gênero desse sexo.
C. A perturbação não coexiste com um estado físico geral intersexual.
D. A perturbação causa mal-estar ou déficit clinicamente significativos no funcionamento 
social, ocupacional ou noutras áreas importantes.


Em seu novo manual, a APA modificou  o termo "transtorno de gênero" para o termo "disforia de gênero", um termo que expressa o sofrimento causado pela "incongruência marcante entre o sexo de nascimento e a expressão de gênero atribuídos." O objetivo é para que o tratamento possa ser oferecido sem estigmatizar os pacientes como tendo um transtorno mental.

Apesar dessa significativa alteração no DSM-V, a doutora em Psicologia Social e pesquisadora da questão de gênero Jaqueline Jesus observa: “Vale atentar para o fato de que a APA não despatologizou a transexualidade, apenas a realocou dentro do Manual, e a agregou com outras expressões transgênero dentro da categoria ‘disforia de gênero’, considerando assim que todas as pessoas trans sofrem por terem essa identidade de gênero. Isso ainda é patologizar os gêneros”.
Segundo Bianca Figueira Santos, da Comissão de Direito Homoafetivo (CDHO) da OAB-RJ:  "Diagnosticar o gênero ou variações de gênero como doença, fazendo constar esse diagnóstico num manual de estatística e diagnóstico de saúde mental é ultrajante. Não importa o termo que usem... logicamente o termo disforia é bem mais adequado... mas fazer constar num manual de saúde mental é um incentivo ainda ao reforço da discriminação e do preconceito. Isso ainda pode permitir que empresas e órgãos públicos expulsem ou nem mesmo deixem entrar em seus quadros, pessoas transexuais. O correto seria retirar... nem mesmo fazer constar do Manual de Saúde Mental.



Por essas e outras teses, que as entidades de defesa aos transexuais, protestam contra essa nova "recategorização". Rola na internet uma campanha internacional para a despatologização das identidades trans, chamada de Campanha Internacional Stop Trans Pathologization – STP 2012, que objetiva a retirada da categoria “disforia de gênero” / “transtornos de identidade de gênero” dos catálogos diagnósticos (DSM-V, da Associação Psiquiátrica Americana e do Catálogo Internacional de Doença-CID da Organização Mundial de Saúde), em suas próximas edições, previstas para 2013 e 2015, bem como a luta pelos direitos sanitários das pessoas trans. Para facilitar a garantia do atendimento público de saúde trans-específico, STP 2012 propõe a inclusão de uma menção não patologizante na CID-11.
Fontes: 
http://www.nossostons.com/2012/12/transexualidade-transtorno-mental-disforia-de-genero.html
http://psicologiadospsicologos.blogspot.com.br/2012/12/mudancas-no-dsm-5-despatologizacao.html
http://www.stp2012.info/old/pt

Que novas doenças mentais faz o DSM-5?



De acordo com o comunicado de imprensa, o DSM-5 irá incluir aproximadamente o mesmo número de distúrbios que foram incluídos no DSM-4.
Adicionais transtornos mentais definidos para serem incluídos no DSM-5 são os seguintes:
  • desordem desregulação perturbador humor - que se destina a responder às preocupações sobre potencial sobre diagnósticos e tratamento excessivo de transtorno bipolar em crianças
  • desordem escoriação (picking pele) - que irá ser incluído na secção de desordens obsessivo-compulsivas e afins
  • desordem entesouramento - que se diz ser apoiada por pesquisa científica extensiva sobre este transtorno e incluído para ajudar as pessoas a caracterizar com dificuldade persistente de se desfazer ou de despedida com os bens, independentemente do seu valor real

Que outras mudanças estão incluídos?

O manual revisado (DSM-5) inclui uma secção sobre as condições que requerem mais investigação antes de sua consideração como distúrbios formais. Esta seção inclui:
  • síndrome de psicose atenuada - onde as pessoas têm-psicóticos como sintomas (tais como ouvir vozes), mas não full-blown psicose (incapaz de dizer a diferença entre a realidade ea sua imaginação)
  • Internet desordem jogos utilização - essencialmente, um vício de jogos online 
  • não-suicida auto-lesão - auto-flagelando comportamento, mas não com a intenção de acabar com a vida
  • suicida comportamental desordem - um tipo de transtorno de personalidade que aumenta o risco de uma pessoa que toma sua própria vida
Os distúrbios que não serão incluídas no manual de revista (DSM-5) incluem:
  • depressão ansiosa - um termo proposto para descrever sintomas leves a moderados de ansiedade e depressão
  • desordem hipersexual - assim chamado "vício em sexo".
  • síndrome de alienação parental - um termo proposto para descrever uma criança que 'em um curso base, deprecia e insulta um dos pais sem justificação "
  • transtorno de processamento sensorial - um termo proposto para descrever pessoas que têm dificuldades de processamento de informação sensorial (por exemplo, informações visuais ou sons)
Outras mudanças no DSM-5 relatados na imprensa incluem:
  • um alargamento dos critérios de distúrbios de aprendizagem específicas 
  • um novo capítulo sobre pós-traumático que incluirá informação para crianças e adolescentes
  • remoção de critérios de exclusão determinados luto - tornando mais clara a diferença entre os sentimentos naturais de tristeza e doença mental.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ano Novo

Feliz Ano Novo para todos!!!!

Versão final do DSM-V é aprovada pela Associação Americana de Psiquiatria


Na última segunda-feira, 01/12, o conselho de administração da APA aprovou as revisões para a nova verão do Manual Estatístico e Diagnóstico de transtornos mentais, sendo estas as alterações mais significativas dos últimos vinte anos. Entre as mudanças, estão a inclusão de novos transtornos como Transtorno Psicótico Atenuado; Transtorno por uso de Internet e Jogos Eletrônicos; Comportamento suicida; entre outros. Estes novos trantornos serão listados na chamada Seção 3, destinada às patologias que ainda estão passando por estudos. Sendo assim, não serão cobertas pelos planos de saúde dos EUA. O sistema multiaxial de diagnóstico também será descartado, sob a justificativa de que a maioria dos clínicos utiliza apenas os Eixos I e II. Também será feita uma remodelagem nos capítulos da publicação. Seus 20 capítulos deverão ser organizados com base nas semelhanças entre um transtorno e outro, como os sinais e sintomas. Estas mudanças visam alinhar o novo DSM-V à nova edição do CID, publicado ela Organização Mundial de Saúde.
Fonte: PsychCentral.