Direitos Reservados - LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998, Citar fontes

domingo, 28 de abril de 2013

Todo bom começo.... tem um.... professor




A educação brasileira vista hoje como antagonista perpassa por um caminho de difícil conciliação entre realidade e ideal. Propondo uma reflexão para os problemas inerentes a educação, deve-se lembrar que seu processo no patamar público, talvez com o slogan “educação para todos”, se deu entre os anos 70 e 80, pautado nas bases do positivismo ortodoxo. Atualmente, os processos educacionais vêem sendo analisados e revistos em sua completude, visto que, com a ascensão da globalização o país precisa se adaptar ás novas exigências do mercado. A educação ainda é um processo elitizado socialmente, mesmo havendo um incentivo financeiro por parte do Estado, apenas uma parcela daqueles que entrarem nas séries iniciais chegarão ao ensino superior, e o pior, apenas uma parcela desse montante será considerada alfabetizada, enquanto que a outra ficará entre o analfabetismo funcional e o analfabetismo rudimentar. Ora, as políticas públicas visão o alicerce básico para uma educação para todos com uma base conceitual única validada para todo o espaço nacional,  mas a falta de condições de horizontalidade  permitem que o ensino chegue a alguns de forma plena, enquanto que a outros de forma desfocal, consequência esperada: os grandes centros formarão cidadãos enquanto que os periféricos formarão apenas humanos, como diria Neitzche, rebanho. A educação ainda percorre os dogmas aristotélicos de que alguns nasceram para mandar e outros para obedecerAlguns possuem vontade própria e outros dependem da vontade de outros.
Quando pensamos em educação automaticamente ligamos a instituição Escola, que por sua vez nos dá a noção de que essa possui como única função: ensinar a ler e a escrever. Parece ser um processo simples, olhado pelo prisma daquele que consegue ler este texto, mas que em outro ângulo denota incompreensão. As neopolíticas de educação, pautadas no universo capitalista, transferem para a escola a função ilusória de salvação civil, que por sua vez transfere para o aluno a função "autodidata" de aprendizagem, mesmo sem que esse não possua uma estrutura física quanto conceitual para essa façanha, ao contrário da-se algumas "gorjetas" como meio de "incentivo", uma vez que apenas num país subdesenvolvido ser estudante é forma de classificação funcional nos cadastros gerais. Estudar, tornou-se uma obrigação empregatícia, ao qual muitos preferem depender dos fundos do governo, a se desenvolverem e fazer do Estado um dependedor. Essa seria a forma mais completa de pão e circo.
A estagnação do ensino no país é pragmática. O eixo central de uma escola é sem dúvida o professor. Mesmo com a ascensão de politicas de nivelamento nas relações aluno-professor, vê-se uma dependência da parte que necessita (aluno) para aquela que está ali - é o que se espera, ou esperava - , para sanar essa necessidade (professor). Somos seres capitais crentes na teoria da fortuna, e, acreditando nessa teoria de "prosperidade" nos deparamos com um professor se vê a mercê de uma desvalorização capital para as suas funções, um desrespeito pessoal e intelectual. E por sua vez, nos deparamos com alunos sendo produto dessa insatisfação. É uma espécie de efeito dominó, que não há culpados diretos, uma espécie de "quadrilha" sem um único chefe. A educação deixou de ser um problema somente social passando a ser individual. Todos são culpados, até porque, como diria a publicidade política:"Todo bom começo tem um ... professor".

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